Meu pai é filho único e minha mãe possuía vários irmãos (Marta, Miriam, Nego (nunca soube seu verdadeiro nome) e Mauro. Nosso relacionamento sempre foi estreito com a Tia Marta, que por sua vez era casada com o tio Natal e possuía uma filha única – Rosana – minha prima.
Eu sempre gostei muito da tia Marta, Tio Natal e Rosana. A Tia Marta merece um comentário todo especial. Era muito mais que a irmã da minha mãe. Uma verdadeira segunda mãe e amiga de toda a nossa família. Sabe aqueles momentos mais difíceis em que todos se afastam, quando precisamos de colo e “braço”? Pois então, esses eram os momentos em que a Tia Marta aparecia e ficava. Foram muitas as ocasiões em que ela apareceu durante algum tipo de crise, seja por doença da minha mãe e vó, seja por problemas domésticos mesmo. A tia Marta sempre estava sorrindo, brincando, apertando minhas bochechas e coisas do tipo.
O tio Natal era caminhoneiro e super bacana brincar em seus caminhões. Seu hobby era soltar balões (naquela época era “legal”).
Finalmente tinha (e ainda tenho) minha prima Rosana. Ela sempre foi caipira. Os passeios na casa dela ou dela em nossa casa era sempre uma festa. Volto a dizer que vivemos em uma época em que não existiam videogames, computadores, celulares, internet, Google etc.
Não gostava muito de brincar de “casinha”, mas até isso a gente encarava. A Rosana sempre foi considerada nossa irmã. (Ainda é).
A única coisa que eu não gostava muito era do fato da minha mãe fazer as roupas da Rosana. O problema é que ela tinha a minha estatura e a minha mãe não tinha nenhuma dificuldade em usar meu corpinho másculo como manequim para os vestidos da Rosana. Esse tipo de coisa pode causar traumas por toda uma vida.... Que nada, era tudo muito divertido e tem o lado positivo, sem qualquer preconceito, posso afirmar que usei vestidos o suficiente na infância e agora que estou grandinho não preciso me preocupar com o risco de “mudar de lado”. A minha cota do “lado feminino” já foi dada.
Todas as crianças do mundo deveriam ter uma Marta.


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